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domingo, 18 de setembro de 2016

A apanha dos godos


A apanha, massiva, de Godos



Peguei no saco, meti-lhe lá dentro uma toalha, o protector solar e o “Livro de crónicas” de António Lobo Antunes…e fui para a praia!

Gosto daquele sítio…fica a cerca de três quilómetros de casa mas devolve-me cada metro que percorro em tranquilidade…

Fuí para o “meu” sítio preferido e depois de estender a toalha sentei-me a observar o mar...
Estranhamente apercebi-me que quase todos os que por ali andavam apanhavam godos (ou seixos como queiram) para sacos…grandes sacos! …Cada um tratava de si…portanto não pertenciam a nenhum grupo!
Questionei-me para que seriam os godos…talvez houvesse por ali alguma tradição que eu não conhecesse…
Talvez houvesse a “festa do godo” ou coisa assim!
Um casal, perto de mim, começou a apanha e eu discretamente tentei perceber se havia algum critério na selecção ou se a apanha era aleatória…Sem grandes certezas apercebi-me que devia haver algum critério porque nem tudo ia para o saco!
Eu estava cada vez mais curiosa…aquilo não era normal…fui inúmeras vezes para aquela praia e nunca vi ninguém a apanhar godos daquela maneira…
Vi que um casal de meia-idade vinha agora a cambalear, devido ao excesso de peso do saco, pelo passadiço! Levantei-me da toalha e vim calmamente até ao ponto onde eles iriam, inevitavelmente, passar…
- Desculpem-me a intromissão mas vejo tantas pessoas por aqui a apanhar godos…existe algum motivo especial?
- Não! São para enfeitar o jardim! – Disse-me a senhora com toda a simpatia do mundo!
- Ahhhhh! – Disse eu! Dei o enfase possível à admiração para convencer os meus ouvidos de que tinha feito uma descoberta transcendente…
O marido (julgo eu que era marido) igualmente simpático retirou logo um grande godo achatado do saco e disse…
- Olhe este!
- Que bonito! – Disse eu! (E era!)
Perplexa, voltei para a toalha e agora desvendado aquele mistério…

Não me venham dizer que não há coincidências!
Autor: Alice

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Rosas ou Cardos



Não seria por bem se a natureza te oferecesse uma Rosa em terra árida…
Deu-te um Cardo?
Aprecia-o!


Texto e foto de Alice

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Deserto



Num deserto caminho olhei e...que coisas belas eram aquelas?

Cactos! Era esse o nome!

Afinal não há desertos!




Texto e foto de Alice 

Beijinhos

domingo, 11 de setembro de 2016



A Ponte e o Monstro

Capítulo I

Ela, já se havia habituado ao escuro que havia do outro lado daquela ponte… muitas vezes Já nem para lá olhava porque já sabia de cor a cor que que lá iria ver…mas um dia, talvez um dos mais improváveis, acidentalmente olhou para lá e eis que o habitual negro transformara-se agora em luz…
Olhou e voltou a olhar e confirmava-se…
Era luz…
Aquela ponte era muito misteriosa…diziam os antigos que quando do outro lado da ponte aparecia uma luz brilhante a alguém essa era a luz do amor…
Mas o amor quando aparece assim repentinamente impõe as suas condições e aqui…para haver o encontro com o ser amado o destino impunha um verdadeiro desafio!
Ter-se-ia que enfrentar um monstro medonho, chamado medo que ali se escondia para torturar quem ali passava...quase até ao limite das suas forças…

Ela, receosa ainda tentou ignorar aquela luz por uns dias mas…cada vez que olha para lá perturba-se-lhe a alma!




…Insegura pensava agora num plano para enfrentar o monstro da ponte…



Diz-se que poucos sobreviveram quando a tentaram passar no entanto há relatos que confirmam que alguns conseguiram…


Autor: Alice

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Três minutos e quarenta segundos


Três minutos e quarenta segundos

Eu, invariavelmente, de manhã, saía de casa sempre à pressa para conseguir chegar a horas ao emprego! Devia ser vítima de um feitiço qualquer porque, por isto ou por aquilo, nunca me sobrava um minuto que fosse para gastar com o “nada” que a vida oferece a alguns dos meus semelhantes!
Naquele dia olhei para o relógio e, por milagre, vi que tinha três minutos e quarenta segundos de “crédito”! Talvez o relógio tivesse alguma avaria mas…avarias de três minutos e quarenta segundos não são fáceis de detetar… a não ser que se possua um Rolex ou um Cartier…por isso guardaria aqueles minutos para mim…não os daria a ninguém!
Nem tive tempo para pensar em que é que os ia gastar porque, ali mesmo, ao virar a esquina, estava um carrinho de recolha de lixo, urbano, parado e, de repente, senti que estava defronte a um coche do Século IX, transportando uma bela princesa vinda de um fabuloso reino encantado!
Majestosamente, sentada na parte da frente daquele mágico carrinho, estava uma boneca de trapo…tal e qual uma verdadeira princesa! 
Acabou-me o tempo e, de repente, sem querer, comecei a andar … imaginando de quem seria aquele carrinho tão desigual de tantos outros iguais que circulavam naquela cidade?
Dono tinha com certeza! E não era certamente um dono qualquer…
Senti um forte desejo de o conhecer…
E sem que o meu exigente relógio se apercebesse recuei no tempo e… lá estava a boneca de trapo a ser lançada para o caixote de lixo…estava triste e muito assustada!
Naquela noite, ficou ali quietinha com o seu pequeno coração de pano vermelho encolhidinho de medo! A noite estava muito fria e ela resguardou-se debaixo de um saco de lixo fofo … que até parecia um édredon de penas!
No dia seguinte, de manhã, umas mãos carinhosas envolveram-lhe o corpo e julgou que fosse um anjo que a viesse buscar para o paraíso… das bonecas.
Mas afinal não era um anjo! Era a senhora que recolhia o lixo naquela rua!
Aquela senhora tinha um ar sereno e um belo sorriso. Quando a viu os seus olhos brilharam como estrelas…Ficou encantada!
Nunca tinha tido, nem visto, uma boneca tão bonita! Como foi possível alguém deitá-la ao lixo?
Com todo o cuidado alinhou-lhe os cabelos revoltos e colocou-a na parte da frente do seu carrinho…
Agora, a bela boneca, tal como uma verdadeira Princesa, passeava naquele belo coche pela cidade …e sempre que alguém se aproximava para admirar a sua beleza e possuía 3 minutos e 40 segundos de crédito, ela, feliz, contava-lhe a sua bela história!




Autor: Alice Costa 

História publicada no 11 nº. da Revista "A Casa das linguagens".

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

GNR - Asas


Porque...





Asas servem p’ra voar

Para sonhar ou p’ra planar
Visitar, espreitar, espiar
Mil casas do ar



As asas não se vão cortar
Asas são p’ra combater
Num lugar infinito
Num vacuo para ir espiar o ar



Asas são p’ra proteger
Te pintar, não te esquecer
Visitar-te, olhar, espreitar-te 
Bem alto do ar



E só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer



Mas só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o novo amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Mas só quando quiseres pousar
A paixão que te roer
É o amor que vês nascer
Sem prazo, idade de acabar
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer
Não vejo mais p’ra te prender
Aconteça o que acontecer
Não há leis para te prender
Aconteça o que acontecer

Interpretado por Rui Reininho (GNR)
Asas 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Eduardo Berenguer

Olá

O Eduardo Berenguer Miranda tem dez anos e enviou-me um desenho inspirado na minha mais recente história "Valentina"!

Adorei o desenho! Está muito bonito!

Autor do desenho: Eduardo Berenguer Miranda
Muito Obrigada, Eduardo!

Beijinhos